Linda sois,
Tens brilho de sóis,
Talhado em teus olhos,
Mármore reto de lembranças,
Sabiá que pela voz canta,
Cântico que espanta,
Por tamanha beleza;
Só, por favor, trata-me com verdade
Não quero ser inutilidade
Nas tuas mãos,
Pois tenho paixão
Pra te entregar
E se tu não quiseres me amar
Melhor ser justa e me deixar;
É mais justo comigo e contigo
O caminho certamente concluir,
Eu deixo de me iludir
E tu viverás,
Verei que partirás
Tal qual ave do quadro
Que por mim foi pintado
Em cores lilás e azul.
Mas, se por um acaso,
Dúvidas possuir
Não me deixa partir
E me alimenta com teu doce sabor,
Mel que me provoca
E das noites me faz lembrar
Teu corpo delicadamente a acariciar,
Deixando tua face morta;
Poeta pequeno sou,
Todavia, posso dizer
Que talvez posso não te ter,
Mas o aspirante da poesia
Muito te queria
Até te pintou,
Pois te amou
Até quanto podia.
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