A espera de um inverno
Vivendo num sertão em tempos de seca,
A vereda sertaneja se constrói em poesia,
Sinal dos céus que os animais castiga,
É paisagem cinza, viva em constante perda;
Na aridez dessas terras rachadas,
Árvores pela luz do sol afogadas,
Sequidão e vazio de sentimentos,
Andanças por mim feitas, caminhos;
Mas caso a chuva caia e encha
Novamente a barragem do meu peito,
A vida se retoma, ressurgindo o jeito
De te amar muito mais do que pensas;
Hei de te fazer florir e de muito bem o sorrir,
Rios correrão, os pássaros cantarão,
Muitos pelo verde se apaixonarão,
Viaja assim comigo e me deixa teu coração abrir.
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