Soneto de Espera
Silêncio se ouviu num domingo à noite
Tua voz muda, tua cara clara, teu rosto
Santo, quase que te confesso o gosto
De ter-te perto, qual sol em zênite
Peço tempo, para me despir de algo
Quero falar-te de mim, do que sinto
Um sentimento forte surge, não minto
Conto, fantasia, deste pobre fidalgo
Por enquanto, amo-te baixinho
Como passarinho no ninho
Aprendendo a cantar
És, agora, a flor do meu sertão
Tens a chave do meu coração
Espera para abrir
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