Quero amor e não quero trégua,
Quero teu cheiro e não quero guerra,
Unir a paixão com a cantoria,
Vencer os embates pela poesia;
Uma ponte para o teu coração construir,
Se algo a ameaçar cair,
Vou de barco ou de avião,
Faço até um buraco no chão
E cavo um túnel até você,
Pois para te (re)encontrar,
Nunca há medida ideal do T.
Estou com saudade das conversas e dos versos,
Das estrelas e constelações,
Do teu cheiro, abraço, emoções:
Um encontro de dois universos!
Quero ver de novo o tempo passar disperso,
Em um relógio que não vê a hora correr,
Por enxergar, nós, o sinônimo do verbo amar,
Dito isso, Flor: vem me abraçar,
Tenho pouco, mas te ofereço meu carinho,
Os desvios são, na verdade, atalhos no caminho,
Vem logo me ver!
03/11/2019
Poeta, quase
domingo, 3 de novembro de 2019
quarta-feira, 21 de agosto de 2019
Palavras, ações e sentir
Na fantasia criativa das palavras,
A arte traduz o que não se expressa,
Por meio de detalhes constrói o divino,
Como na luz do sol vespertino
Que brilha em raios amarelo-alaranjados,
Transição dos astros enamorados:
Sol que cai pela beleza da Lua,
Natureza a transcender pela pura
Vinculação perfeita do Universo;
Na sacralidade perfeita das ações,
Erros transformam-se em aprendizado,
O sofrimento abre espaço à cura,
Felicidade presente, dor no passado;
Compreensão, metamorfose, bravura,
Percepção, fé e desejo,
Consciência que planeja um ninho
Quando não mais se percebe sozinho,
Transformando o coração num vilarejo;
Na tentativa de entender o sentir,
A criatura se aproxima do Criador,
Solfejando notas em arranjos de amor,
Como uma sinfonia de orquestra,
O Maestro é o próprio coração,
O afeto é verdadeiro diapasão
Quando par de almas afina,
E pela clareza de um acorde ilumina
A harmonia do caminho a seguir.
A arte traduz o que não se expressa,
Por meio de detalhes constrói o divino,
Como na luz do sol vespertino
Que brilha em raios amarelo-alaranjados,
Transição dos astros enamorados:
Sol que cai pela beleza da Lua,
Natureza a transcender pela pura
Vinculação perfeita do Universo;
Na sacralidade perfeita das ações,
Erros transformam-se em aprendizado,
O sofrimento abre espaço à cura,
Felicidade presente, dor no passado;
Compreensão, metamorfose, bravura,
Percepção, fé e desejo,
Consciência que planeja um ninho
Quando não mais se percebe sozinho,
Transformando o coração num vilarejo;
Na tentativa de entender o sentir,
A criatura se aproxima do Criador,
Solfejando notas em arranjos de amor,
Como uma sinfonia de orquestra,
O Maestro é o próprio coração,
O afeto é verdadeiro diapasão
Quando par de almas afina,
E pela clareza de um acorde ilumina
A harmonia do caminho a seguir.
quinta-feira, 8 de agosto de 2019
E se?
A dúvida certamente assola,
De forma condicional incomoda,
Feito martelo d'água que acorda,
De até tirar o fôlego como canário na gaiola,
E se eu agisse?
E se eu falasse?
E se eu desistisse?
E se, mais que sentisse, de verdade, eu contasse?
Se mais que poesia eu fizesse,
Essa inutilidade de palavras,
Estrofes de rimas desordenadas,
Talvez alguma conquista eu tivesse,
Poema: refúgio de um poeta ordinário,
Quase analfabeto do sentimento,
Buscando nas grafias o alento,
Poço de materialização - confessionário!
A verdade na tua presença é falha,
Luz fosca que se espalha,
Inibe a clara voz;
Um sorriso de clarear o breu,
Triste poesia do estado meu,
Censura a machucar!
De forma condicional incomoda,
Feito martelo d'água que acorda,
De até tirar o fôlego como canário na gaiola,
E se eu agisse?
E se eu falasse?
E se eu desistisse?
E se, mais que sentisse, de verdade, eu contasse?
Se mais que poesia eu fizesse,
Essa inutilidade de palavras,
Estrofes de rimas desordenadas,
Talvez alguma conquista eu tivesse,
Poema: refúgio de um poeta ordinário,
Quase analfabeto do sentimento,
Buscando nas grafias o alento,
Poço de materialização - confessionário!
A verdade na tua presença é falha,
Luz fosca que se espalha,
Inibe a clara voz;
Um sorriso de clarear o breu,
Triste poesia do estado meu,
Censura a machucar!
domingo, 6 de novembro de 2016
Faces em espelho
Enrolado novelo amarrado,
Intenções beneficiárias vergonhosas
De "sim"s, de "não"s e anulações duvidosas,
Parecendo espetáculo para o povo atado;
E o jogo já se viu e já se fez,
Regras, finalidades e intento:
Compra, venda, mercado de momento,
Onde o escrúpulo nunca teve vez;
Apesar dos pesares e da reclamação,
Nos representam pela clara e aparente projeção
Do diário manifesto de costumes;
Se veja na fila, no banco, no setor,
Infelizmente existe, sem tirar nem pôr,
Um pouco deles em nós.
terça-feira, 7 de junho de 2016
Eapoi!
Pra cantar o sertão
Tem que ter no coração
Aquele cheiro de folha de marmeleiro,
Molhada logo depois da chuva,
Fazendo o inverno inteiro
Que prevê a pamonha e a canjica,
A sanfona, o reizado, a poesia,
O mote, a violada e a cantoria;
Tem que ter um matuto pulando lá dentro,
Feito zabumba e um triângulo no peito,
Tem que dançar daquele jeito,
Sentindo o cheiro da mulé,
Tem que ser quente feito café,
Moído, fervido e coado na hora,
Tem que ser como cavalo chamado na espora
E valente que nem canário de briga,
Mas também doce feito uma Maria,
Com os ói' briando' escutando a prosa;
Seu dotô, tem mermo é que cair no povo,
Saber o que é gente,
Ter uma paixão bem quente,
Daquelas que deixa no peito um ôco,
Mas caso caia o tampo e destrambelhe,
Tem que procurar alguém que preste
Tampando o buraco com reboco,
E mesmo sabendo de tudo, fazer tudo de novo,
Feito amor de poeta,
Que até peleja pra amar,
Ama até se danar,
Mas não presta!
Tem que ter no coração
Aquele cheiro de folha de marmeleiro,
Molhada logo depois da chuva,
Fazendo o inverno inteiro
Que prevê a pamonha e a canjica,
A sanfona, o reizado, a poesia,
O mote, a violada e a cantoria;
Tem que ter um matuto pulando lá dentro,
Feito zabumba e um triângulo no peito,
Tem que dançar daquele jeito,
Sentindo o cheiro da mulé,
Tem que ser quente feito café,
Moído, fervido e coado na hora,
Tem que ser como cavalo chamado na espora
E valente que nem canário de briga,
Mas também doce feito uma Maria,
Com os ói' briando' escutando a prosa;
Seu dotô, tem mermo é que cair no povo,
Saber o que é gente,
Ter uma paixão bem quente,
Daquelas que deixa no peito um ôco,
Mas caso caia o tampo e destrambelhe,
Tem que procurar alguém que preste
Tampando o buraco com reboco,
E mesmo sabendo de tudo, fazer tudo de novo,
Feito amor de poeta,
Que até peleja pra amar,
Ama até se danar,
Mas não presta!
domingo, 10 de abril de 2016
Recife em ciúme
Porque no carnaval?
Porque consensual,
Clara e viciosamente,
Te gravei na mente,
Mas entre a etilidade dos pensamentos
Não julguei direito teus intentos
E tu, com tuas faltas,
Me fez ficar sem armas,
Desabrochando em ciúme,
Enquanto o teu perfume
Se perdia perto de outro;
E tu agora ignora os meus pedidos,
Minhas falas, meus olhares e o que sinto
Talvez tu acredites que minto.
Duas consecutivas visões,
Que acertaram as paixões,
E falas e olhares e sentimentos
E estados e posturas e moral,
Da próxima vez, por favor me lembras,
Que para evitar contendas,
Não posso te ver no Carnaval.
Porque consensual,
Clara e viciosamente,
Te gravei na mente,
Mas entre a etilidade dos pensamentos
Não julguei direito teus intentos
E tu, com tuas faltas,
Me fez ficar sem armas,
Desabrochando em ciúme,
Enquanto o teu perfume
Se perdia perto de outro;
E tu agora ignora os meus pedidos,
Minhas falas, meus olhares e o que sinto
Talvez tu acredites que minto.
Duas consecutivas visões,
Que acertaram as paixões,
E falas e olhares e sentimentos
E estados e posturas e moral,
Da próxima vez, por favor me lembras,
Que para evitar contendas,
Não posso te ver no Carnaval.
Passarinho
Se eu fosse um passarinho,
Todos os dias na tua janela estaria,
Para poder te observar de pertinho,
E pra ti uma música eu faria;
Durante o teu caminhar,
Pelos ares te seguiria
E para todos a melodia cantaria
Verbalizando o meu amar;
Se tu, por ventura,
Quiseres viver a aventura
De passarinho também se tornar,
Saibas que feliz escolha terás feito,
Não te limites a privar teu jeito
Linda, amorosa e apaixonante de ser;
Todos os dias na tua janela estaria,
Para poder te observar de pertinho,
E pra ti uma música eu faria;
Durante o teu caminhar,
Pelos ares te seguiria
E para todos a melodia cantaria
Verbalizando o meu amar;
Se tu, por ventura,
Quiseres viver a aventura
De passarinho também se tornar,
Saibas que feliz escolha terás feito,
Não te limites a privar teu jeito
Linda, amorosa e apaixonante de ser;
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