Na fantasia criativa das palavras,
A arte traduz o que não se expressa,
Por meio de detalhes constrói o divino,
Como na luz do sol vespertino
Que brilha em raios amarelo-alaranjados,
Transição dos astros enamorados:
Sol que cai pela beleza da Lua,
Natureza a transcender pela pura
Vinculação perfeita do Universo;
Na sacralidade perfeita das ações,
Erros transformam-se em aprendizado,
O sofrimento abre espaço à cura,
Felicidade presente, dor no passado;
Compreensão, metamorfose, bravura,
Percepção, fé e desejo,
Consciência que planeja um ninho
Quando não mais se percebe sozinho,
Transformando o coração num vilarejo;
Na tentativa de entender o sentir,
A criatura se aproxima do Criador,
Solfejando notas em arranjos de amor,
Como uma sinfonia de orquestra,
O Maestro é o próprio coração,
O afeto é verdadeiro diapasão
Quando par de almas afina,
E pela clareza de um acorde ilumina
A harmonia do caminho a seguir.
quarta-feira, 21 de agosto de 2019
quinta-feira, 8 de agosto de 2019
E se?
A dúvida certamente assola,
De forma condicional incomoda,
Feito martelo d'água que acorda,
De até tirar o fôlego como canário na gaiola,
E se eu agisse?
E se eu falasse?
E se eu desistisse?
E se, mais que sentisse, de verdade, eu contasse?
Se mais que poesia eu fizesse,
Essa inutilidade de palavras,
Estrofes de rimas desordenadas,
Talvez alguma conquista eu tivesse,
Poema: refúgio de um poeta ordinário,
Quase analfabeto do sentimento,
Buscando nas grafias o alento,
Poço de materialização - confessionário!
A verdade na tua presença é falha,
Luz fosca que se espalha,
Inibe a clara voz;
Um sorriso de clarear o breu,
Triste poesia do estado meu,
Censura a machucar!
De forma condicional incomoda,
Feito martelo d'água que acorda,
De até tirar o fôlego como canário na gaiola,
E se eu agisse?
E se eu falasse?
E se eu desistisse?
E se, mais que sentisse, de verdade, eu contasse?
Se mais que poesia eu fizesse,
Essa inutilidade de palavras,
Estrofes de rimas desordenadas,
Talvez alguma conquista eu tivesse,
Poema: refúgio de um poeta ordinário,
Quase analfabeto do sentimento,
Buscando nas grafias o alento,
Poço de materialização - confessionário!
A verdade na tua presença é falha,
Luz fosca que se espalha,
Inibe a clara voz;
Um sorriso de clarear o breu,
Triste poesia do estado meu,
Censura a machucar!
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